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Um olhar para a Mediação Multicultural

Um olhar para a Mediação Multicultural

Mediação multicultural, quando as culturas entram em conflito. Palestra realizada nos Estados Unidos

Olá, pessoal!

Hoje venho aqui partilhar com todos os nossos clientes e amigos uma experiência vivida como palestrante do workshop: MIND THE GAP: a look at multicultural mediation, em Harrisburg, Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Tive o prazer de apresentar o workshop : MIND THE GAP: a look at multicultural mediation, na Conferência Anual de mediação do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Traduzindo o tema significa dizer, “ATENÇÃO: UM OLHAR PARA A MEDIAÇÃO MULTICULTURAL” e eu vou contar a vocês porque decidi estudar a influências culturais no processo de mediação.

Quem nós somos, a forma como vivemos sofre influência do contexto cultural no qual estamos inseridos.

Ao longo da minha vida tive a oportunidade de morar em diferentes Estados brasileiros por causa da carreira profissional do meu pai e embora eu morasse no mesmo país, as diferenças culturais estavam presentes no meu dia a dia. Nem sempre foi fácil, mas felizmente, cresci aprendendo a lidar com essas diferenças. Hoje, essa habilidade de adaptar-se às mudanças é conhecida como resiliência.

Adulta, segui meu pai em minha última mudança com minha família nuclear, ou seja, com meus pais e irmãos, para São Luis, Maranhão. Lá me casei. E ao contrário do que alguns possam estar pensando... não parei. Minha vida cigana continuou, agora, em função da carreira profissional do meu marido.

E como se fosse uma reprodução de minha própria realidade infantil, com meus três filhos continuamos a desbravar nosso país e países diferentes também. Só para resumir, depois que casei em São Luis, mudei para São Paulo, de São Paulo para Minas Gerais, de Minas para Jamaica, da Jamaica para São Luis novamente, de São Luis de novo para São Paulo e de São Paulo para Pittsburgh, Estados Unidos... ufa, cansei.

Se eu não tivesse aprendido a perceber e viver com as diferenças durante toda a minha vida, provavelmente não estaria aqui hoje, falando com vocês.
Trabalhando como assistente social com famílias carentes em diferentes regiões do meu país, essas diferenças culturais saltaram aos meus olhos e percebi que muitas vezes as soluções para conflitos de mesma natureza se davam de forma diversa, precisamente por causa de diferenças culturais.
Então decidi me especializar em Educação e Desenvolvimento Humano, para entender melhor como esse processo se dá. Mais tarde, decidi estudar Direito para auxiliar e cuidar das pessoas de uma maneira mais efetiva e me tornei advogada de família.
Em meu escritório me deparo com conflitos de diversos matizes, entre eles, conflitos com raízes culturais. Vi alguns casamentos desmoronarem devido a essas diferenças, pela impossibilidade de compatibilização e na grande maioria das vezes por falta de entendimento, de clareza em relação ao que estava acontecendo.
Como mediadora de família, não é diferente.
Então surgiu a necessidade de entender esse processo, como o conhecimento dos diferentes processos culturais poderia me ajudar a ajudar essas famílias. O fato de não conseguirem resolver seus conflitos por si sós, levam algumas pessoas a buscarem um terceiro, seja ele advogado ou mediador, para orientá-las na busca de respostas e elementos para transformarem seus conflitos.
Atualmente me divido entre Estados Unidos e Brasil, primeiro porque nesse espaço temporal entre casamento e até os dias de hoje, meus filhos cresceram e a família ficou divida. Meu trabalho também! Minha filha, também advogada, decidiu permanecer no Brasil. Como advogada e mediadora essa oportunidade de viver essas duas realidades culturais tem sido muito rica para mim e principalmente para meus clientes nos dois países que recebem todo o conhecimento acumulado ao longo de minha jornada.

Nessa conferência, conversamos justamente sobre a mediação multicultural, buscando identificar fatores culturais que podem dificultar ou facilitar o processo de tomada de decisão, de forma a ajudar as partes a encontrar caminhos para solucionarem seus conflitos, além de buscar ferramentas técnicas que auxiliam o mediador na condução do processo de mediação.
Foi um momento muito rico de troca de conhecimento e experiências, além de ter sido um momento muito grato para mim pessoalmente, que pude levar ao exterior uma imagem positiva do meu amado país. É muito bom saber que nos Estados Unidos, onde a prática da mediação não é novidade, as pessoas querem saber o que você tem para falar e como podemos juntos, construir uma prática cotidiana efetiva e rica, que tenha o condão de melhorar e transformar positivamente a vida das pessoas.

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